quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Dama Branca

Há luz em minha caverna
Decido então sair e procurar a sua origem

ao olhar para fora logo sou cegado pela luz
O brilho intenso ofusca minha visão
Mas assim que os olhos moldados a trevas acostumam-se
Eu a vejo
A bela lua bailando no céu noturno coberto de estrelas
Porém todas as estrelas
Nada são
Comparados a dama branca a cruzar o céu
Com sua superfície branca como leite.

Seu brilho é hipnotizante
Como olhos transbordando sedução
Chamando-me até eles
Sem notar ja sai da caverna e subo o morro mais alto que pude encontrar
E em seu topo tentei inutilmente alcança-la

Mas ela continua distante como sempre
Que tolo fui em pensar
Que com estas mãos a acariciaria
Que eu conheceria seus segredos mais íntimos
Quando na verdade nem chegar até ela consigo

Devaneios de um jovem sonhador
Que agora sonha com a lua ao dormir
E quando acordado fico perdido em meu próprio mundinho imaginando-a
todas as noites saio de minha prisão voluntaria
E subo o morro
Apenas para observa-la
Para contemplar sua beleza estonteante

Remoendo o fato de não poder alcança-la com minhas forças

Destinado a nunca ter
E para sempre ser apenas um contemplador

Um admirador nada secreto
A escrever poesias e canções sobre ela
Mesmo que ela nunca veja ou ouça.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Felicidade dos Tolos



Algumas vezes
Em certos momentos da minha medíocre vida.
Queria largar tudo

Esquecer tudo pelo que luto
Esquecer as ideologias
Esquecer o conhecimento adquirido 

E ser apenas uma pessoa normal 
Ser como a multidão

Me preocupar com as coisas normais e não os grandes dilemas
Ter simplesmente alguém para si 
Ao invés de procurar a alma gêmea
Ter um trabalho mediocre
Fazer coisas comuns
Em suma não me destacar

Estou livre 
Das garras da sociedade que nos obriga a seguirmos O Padrão
Mas a que preço?

ao preço da solidão?
ao preço do olhar de desaprovação de outrem
De ser taxado como louco
Esquisito

Alto é o preço que paguei pela liberdade
Perdi a felicidade dos tolos
E fico a me perguntar
Será
Que valeu a pena o preço pago?
Ou será que deveria ter continuado um ignorante?

O Amanhecer


Hoje não dormi
E pude aproveitar o que a tempos não via
Vi o amanhecer de um novo dia
Vi o sol voltar para livrar-nos da escuridão

Penso então em toda as histórias sobre ele
Em todas as mitologias que o circundam

Ouço o canto dos pássaros enquanto voam no céu azul
Vejo formas conhecidas nas nuvens distantes
O resquício do frio vento noturno que me bate

Como bela é a natureza
Sua visão
Sua música
Sua sensação de completude ao homem

A fraca luz ilumina me ilumina agora
Por mais que eu seja um ser das trevas
Não rejeitarei uma bênção como esta
Recebo a luz de braços abertos
Ela cega-me
Mais ainda assim só rio

Um novo dia nasceu para todos nós
Uma nova chance de correr atras de seus sonhos
Uma nova oportunidade de fazer as coisas de um modo diferente
De corrigir o erro
De tentar novamente

Sempre podemos nos levantar com esta certeza
O amanha virá e trará consigo o sol
Um novo dia sempre virá para aqueles que tem a graça da vida

Então aproveite este dia
Viva
Corra atras de seus sonhos


Seja como o sol
Que falha em manter se em pé e da lugar a noite
Ao fracasso e tristeza
Mas que sempre retorna para a todos iluminar com sua presença

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fantasma



Sou como um fantasma a observa-la. Invisível, mudo, incorpóreo, como que em outra dimensão. Destinado a apenas observar, sem nunca alcançar.


A Luz

Por que motivo
A vida fez-me encontrar-te ?
Já não bastou enviar-me de volta a caverna
Tens de agora trazer a luz até mim?

Agora não consigo remove-la de minha mente
Sempre que fecho meus olhos
Te vejo sorrindo para mim.
O ar parece incompleto e sufocante
Sem seu perfume
Ouço sua voz
Até mesmo no mais absoluto silêncio
E agora aqui fico sozinho 
A desejar a sua presença
Sua companhia

Você é tudo que mais desejo
A exata idéia de perfeição
Materializada no mundo físico
Sem a corrupção da matéria
Um sonho que se faz real

Porém algo entre nós
Ainda é apenas um pensamento
Uma realidade
Que só se faria em um milagre
Os quais
Já desacredito

Resumo-me então a apenas observa-la
A ser uma boa companhia quando estamos juntos
A faze-la rir como posso
Sempre sem falar o que penso.

Como se o pensamento de "nós"
Nunca houvesse sequer passado por minha mente
Mentira ou omissão?
Tanto faz
O que importa é sua presença
Que Mesmo que curta e dolorosa
Traz sorrisos sinceros a meu rosto marcado
E a minha alma estilhaçada

sábado, 5 de janeiro de 2013

A caverna da Escuridão

Vejo-me agora entrando nessa escura caverna
Sozinho
Desarmado
Desesperado

O mundo de luz não era feito para mim afinal
Sou uma criatura das trevas
Um semimorto entre os vivos

Vivi sua cruel vida
Experimentei seus dolorosos sentimentos
Desejei seus prazeres
E conheci seus medos

E tudo isso por uma falsa promessa de uma suposta "felicidade"

Volto-me então a meu mundo de origem
Volto para minha caverna escura
Não há nada ou ninguém nela
Não há sentimentos
Não há prazeres
E não ha medos
Nada alem da eterna apatia e frieza

A trilha é tortuosa
Acostumado à luz
Meus olhos a nada veem
Mas aos poucos o caminho me vem à memória

Olho para trás
A luz ainda me alcança
Como uma última chamada
De volta a seu mundo
Mas não

Nada mais me segurara neste mundo que não pertenço
Não quando o que importava em mim
Esta morta
Por ter vivido neste mundo de ilusões
Morta por suas próprias mãos
Então deixo lá os cacos de minha alma e meu coração
Embora eu saiba que ninguém nunca ira os juntar
Ou sequer
Perceber sua presença

Bem no fundo da caverna
Há um trono e uma coroa
O jogo agora mudou
Aquele que era o bobo da corte
Outrora um bardo sem nome
E outrora um escudeiro a sombra de seu mestre

Ele agora é soberano
Soberano de seu reino frio, vazio e estéril.
Coloco a coroa de corações partidos em minha cabeça
E sento no trono de lagrimas petrificadas

A saudade do mundo superior e de seus humanos ainda me dói
Mas logo isso morrera
Como tudo morre no interior da escuridão
Onde os vermes habitam

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Parasita




Porque nesse momento
Logo neste dia que se espera alegria
Sinto eu tristeza
Porque sinto um vazio?

No meio de tantas pessoas queridas
Amigos e familiares
Como consigo eu sentir solidão?
Não sei

Só sei que é como se algo faltasse
Algo importante e desejado
Mas o que mais poderia eu pedir?

Apesar das intempéries
Cai em uma boa família
Após atravessar a lama fria sozinho
Encontrei amigos fieis
Encontrei o amor que tanto desejava e sonhava

Que pensamento egoísta este meu
Se isto não é o suficiente
O que é?
O que tanto me falta?

Sinto nojo de minha pessoa
Nojo de meus pensamentos egoístas
Nojo de meus sentimentos egocêntricos

Sinto tanta vergonha por isto
Vergonha que me faz querer preparar minha trouxa
E ir embora me entregar à solidão do mundo

Pois eu não sou merecedor
Do carinho, amor e afeto que tanto recebi
Nunca fui
Sou um ingrato
Um parasita imundo em meio aos humanos
Que simplesmente aparenta em forma ser um

Lagrimas
Descem por meu rosto enquanto escrevo
Mas elas não têm nenhum valor
Se vindas de mim

Novamente todas as paranoias
Todos os devaneios
Retornam para me assombrar
É isso o que realmente mereço
É o poço
O mundo ao qual deveria pertencer

Ao mesmo tempo em que retorno a ele
Pergunto-me
O que viram em mim
Para querer tirar-me de lá
E mostrar-me a luz que eu nunca alcançaria?



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que é a realidade?

Pus-me agora a pensar
Será que realmente existimos?
Como garantir
Que tudo isto não é apenas uma ilusão

Uma realidade montada
Destruindo-se
Modelando-se
Conforme me movo por ela

Como saber se a pessoa a meu lado
Esta realmente ali
Ou se é um fruto da minha imaginação

Um ser sem alma
Uma casca vazia
Colocada ali apenas para preencher o mundo
E manter-me acreditando nesta realidade

Sei que de mim
Não posso duvidar a existência
Não há como duvidar do seu próprio pensamento
Pois esta mesma indagação
Já é por si só um pensamento

Duvido então das condições que existo
Será tudo um sonho
Uma ilusão implantada
Ou apenas um deus insano
Em um planeta vazio
Enchendo o mundo de semelhantes
Só para não sentir-me sozinho

Cheio estou
De indagações metafísicas sobre a realidade
Caminhando na tênue linha
Que separa a sanidade da loucura

A questão provavelmente
Nunca será respondida
Porem a curiosidade
Ainda me impele a perguntar
O que é realmente a realidade?

sábado, 17 de novembro de 2012

Medo da Morte


Um dia a muito tempo atrás
Perguntaram-me:
“Qual seu maior medo?”
E eu lhe respondi
“Meu maior medo é morrer e não ser lembrado por ninguém”

Eram tempos negros
Tempos de solidão
Porem hoje
Não posso mais dizer que este é meu maior medo

Nesse caminho percorrido por mim
Desde aquele dia
Encontrei pessoas especiais
Pessoas que me acompanham até hoje

E apenas por gostar de minha companhia
E de quem eu sou

Sei que se eu morrer hoje
Seja da forma que for
Haverá pessoas a lembrar de mim
De quem eu era
Como era
E quando marquei suas vidas

E só isso já me consola
Tira-me todo medo da morte
E do que vier depois dela
Isso não mais me interessa

Não quero nenhum paraíso
Nenhuma vida eterna
Nenhuma outra encarnação
Não quero nada disto

Tudo que eu quero
É apenas
Ser lembrado como eu fui como pessoa
Amigo
E familiar
Pelas pessoas com quem me  importo
E que realmente gostam de mim

Só isso e nada mais
Só manter a lembrança de minha existência viva
Já me basta

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O fardo do Palhaço


O sorriso do Palhaço


Agora que te vejo
Com outros olhos
Percebo sua tensão
Sua tristeza por me ver assim

Caído, derrotado
Nem mesmo a sombra
Do que outrora havia sido

Dói-me ver isto
Dói-me mais que todas as torturas por que passei
Que todas as feridas que sofri
Dói-me ver
Você chorando por mim

Chorando por um alguém
Que nem ao menos
É digno de sua presença
Quanto mais de sua piedade

O que posso fazer para fazer isto parar?
Não quero te fazer sofrer
De sofrimento já bastam os meus

Só o que consigo pensar
Infelizmente
É fingir

Fingir que esta tudo bem
Que estou feliz como estou
E que não estou tão perto da morte
Quanto pareço estar

O falso sorriso do palhaço
Não é por mal
Esconder as cicatrizes
Produzir um sorriso
E atuar como se estivesse feliz

Esse é meu fardo
O que escolhi carregar
Para que não houvesse outra lagrima em seu rosto
Não por minha causa

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tédio Depressivo


Neste atual estado em que estou
Já não sei mais
Diferenciar o tédio a depressão
Ambos uniram-se
E um leva ao outro num circulo sem fim

O tédio leva a depressão
A depressão traz consigo o tédio

Os únicos momentos
Em que estou livre
São aqueles
Em que estou acompanhado
Das pessoas com quem me importo

Minha vida agora se resume a isto
Aos lados de uma moeda
De um lado a depressão e o vazio
Do outro
Os curtos momentos de felicidade

Aquele filósofo estava certo
Devemos ir com cautela
Quando vamos atrás da felicidade
Você pode viciar-se
E com o tempo a mesma dose
Não é suficiente
E você quer mais
Cada vez mais
Até que nada o satisfaz

Tão perto cheguei deste caminho
Sem ao menos perceber

Será que ainda há esperança
Para este poeta de alma condenada?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Graças a você


Quanto tempo já se passou
Desde que aqueles dias
Dias que olhávamos nos olhos um do outro
E o amor fazia parte de nossas vidas
E desejávamos estar cada vez mais próximos

Até que então tudo isso se foi
Tão rápido
Só percebi quando não mais estava ao teu lado
E lá estava outra pessoa

Tentei segurar
Mas as lagrimas continuaram a descer por meu rosto
Lagrimas estas
Que você dizia serem boas

Você estava com meu trincado coração de cristal
Bem em suas mãos
E o quebrou
Em tantos pedaços
Que reuni-los seria impossível

Agora você continua sua feliz vida
Enquanto aqui estou eu
Ainda no mesmo lugar
Apenas vendo o tempo passar

Um alguém sem um coração para amar
É o que sou
Sem esperanças
Sem vontade de continuar
E cheio de medos

Por você tentei mudar
Mas foi você quem me mudou
Transformou-me nesta sombra
Sombra do que eu era

Não mais cometerei este erro
Entregar-me nunca mais
Até por que
Não há mais o que entregar

Dor
Agonia
Medo
Desconfiança

Isso foi tudo o que restou
Do que outrora chamei de amor
E tudo isso graças a você

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Viciado

Duro é
Tentar ser alguém frio
Duro é tentar calar
Um coração romântico

Inveja a mim então
Os verdadeiramente frios
Incapazes de sentir
Emoções essas
Que tanto me perturbam

Tolos são aqueles
Que os chamam de doentes
Para mim
Seria o mais novo passo evolutivo

Porque por mais belo
Doce ou caloroso
Que seja o sentimento

Tudo no fim acaba em dor
No fim nada verdadeiramente importa
Só o que resta
É apenas sofrimento

Quantas vezes
Deito-me em minha cama
Para esquecer o mundo
E do que nele há
E desejando
Que ele faça o mesmo

Se eu sei para onde vai esta estrada
Por que continuo seguindo-a?
Que força é esta que me impele a viver
Que me mantém acordado até agora

Como desejo fugir deste ciclo eterno
De dores e prazeres alternados
A felicidade leva ao tédio
O tédio traz consigo a desagradável depressão
E a depressão me leva ao risco

Risco este que me induz a loucuras
Loucuras em busca de adrenalina
Quanto mais próximo
Das gélidas garras da morte
Mais vivo me sinto

Tornei-me então um viciado
Cuja droga
Inúmeras vezes
Quase me levou ao fim absoluto
Porem
É a única coisa que me mantém vivendo

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cega Multidão

Inúmeras vezes
Andei pelo meio das multidões
Sem ser percebido
Por nenhum de seus integrantes

Ninguém me vê
Ninguém me ouve
Ninguém me nota
Enquanto ando por eles

Suas atenções estão sempre voltadas
Para seus próprios interesses
Cegos para o mundo ao seu redor
Nem mesmo sentem
A chuva em seus rostos

O sistema os torna cada vez mais individuais
E cada vez mais solitários
Forçando-os a ser assim

Poucos olham para o céu
Se perguntando onde estão
Muitos olham para o chão
E apenas seguem o fluxo
Desacreditados em outra vida alem desta
Grande maioria
Apenas olham sem ver
Perdidos em seus próprios mundos pessoais

Gostaria de poder ajuda-los
A sair da multidão
Fazendo-os enxergar

Mas não posso
O caminho de cada um é único
Não se devendo interferir

Eles não estão preparados para tal odisseia
Para tal choque

Seus olhos doeriam
Ao finalmente ver
Seus ouvidos sangrariam
Ao ouvir os primeiros sons
E sua mente enlouqueceria
Ao perceber a realidade que nos cerca

O Maximo que posso fazer
É andar em meio da multidão
É indicar o caminho
Aqueles dispostos a sair
Mesmos que tão poucos
Estejam dispostos a fazê-lo

Andando em meio à cega multidão
Esperando calmamente
Que alguém me note

O que é Felicidade

O que é?
Essa intangível coisa
A qual chamamos felicidade
E que tão incessantemente procuramos

De onde vens?
Será que nasces como o amor
Será semeada como o ódio

Por que a procuramos
Em declínio
De tantas outras coisas?

Desde o inicio dos tempos
O homem a busca
Como fosse ela
O alimento da vida

Mas onde esta sua definição?
Em suma
Onde esta sua essência?
O que ela realmente é?

Um sentimento
Uma emoção
Um momento
Infinitas são as palavras para descrevê-la
Sendo assim
Infinitas as formas de dizê-la

Uns dizem que nunca a alcançaremos
A resposta a essa questão
Dizem-nos ser inalcançável

Mas mesmo que não saibamos
A UNA definição
Sabemos intrinsecamente
Como
E o que ela é

Talvez
Este seja o real sentido da vida
Aquilo por qual
Vale a pena viver

Todos a procuramos
Seja da maneira que for
Seja no amor
Seja nas realizações
Seja na família
Seja como for
A corrida da humanidade por seu objetivo
Ainda continuara por um longo tempo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vazio

Por vezes nos sentimos vazios e sem objetivos

Cansados de tudo e de todos

Pensando sermos erros no mundo que nascemos

Não há quem possa nos ajudar

Não ha palavras que nos acalentem

Simplesmente não há mais esperança

Tudo que podemos fazer é nos tornar parte do vazio

A escuridão

Após tão longo tempo
Tão longo que já não lembro
O porquê ou como isso se iniciou

Após tanto tempo
Eu finalmente paro de correr
Estou cansado de fugir
Meu coração não mais aguenta

Olho para trás
E lá esta ela
A escuridão
A mesma a qual fugi durante anos

Eu finalmente entendo
Não há como fugir
Nunca houve
Achava que saindo do poço
E alcançando os céus
Ela me deixaria partir

Mas não
Ela me seguiu
E me trouxe de volta ao frio chão
Então fugi inutilmente
Tentando alcançar uma luz
Que estava alem do possível a mim
Que tolo fui

Estou deitado olhando para o céu
Enquanto as trevas lentamente me circundam
Aproveitando meus últimos momentos
A ver céu iluminado pela luz
Que tanto busquei

Agora eu finalmente entendo
Nunca houve fuga
Ela sempre saberia onde eu estaria
Pois ela sempre esteve próxima a mim
Em mim

Esteve sempre em meu coração
Circulando por minhas veias
E invadindo meus pensamentos

Agora abraço a escuridão
Que por anos temi
Mas agora é diferente

Seu silencio
Seu frio
Sua solidão
Agora me torno um só com ela

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Doce Amizade

Conheço-te há tão pouco tempo
Mas sinto como se estivesse sempre aqui
Mal sei sobre você
Mais sinto que posso confiar minha vida em suas mãos
Que você não me deixaria cair

Sua companhia mesmo que indireta
Torna a mais solitária noite
Na mais aconchegante

Falo com você mesmo sem nada a dizer
Sua companhia é uma das poucas
Que me faz esquecer todo esse mundo triste e cruel
E tudo nele que me faz sofrer

Nunca me esquecerei de ti
Você foi aquela que acreditou em mim
Quando ninguém mais o fez
Que me levantava quando caia
Que sorria para me animar

Nossa amizade é como mágica
Um mistério
Ininteligível para uns
Confuso para outros
Alguns até a nomeiam de ilusão

Mas nos dois
Nos sabemos que é real
Sentimos a força que nos une a cada momento juntos
Pobres coitados os que não nos entendem
Não sabem ver uma verdadeira amizade sem duvidar

Você sozinha nunca mais estará
Sempre que precisar estarei ao seu lado para segura-la
Sempre terá um ombro amigo para chorar
E uma companhia certa sempre que me chamar

Estaremos sempre juntos
Mesmo que separados por tempo e espaço
Você sempre terá seu lugar marcado
Em meu coração