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quarta-feira, 24 de abril de 2013

E então tudo vai ao chão


Lembro de como você costumava falar
Que em outra vida me faria ficar
Que não me deixaria ir embora

Mas essa não era
A outra vida
Essa era a vida
Em que você me abandonava

Todas as promessas se foram
Todo amor se foi
E em um piscar de olhos
Tudo chegou ao fim

Eu ainda congelado
Pelo repentino ataque
Deixo cair ao chão as rosas
Que havia feito para ti

As rosas murcham e morrem
Os versos falecem
Antes mesmo de cair ao chão
O poema se desfaz

As lagrimas que me ensinaste a usar
Agora caem
Junto com o sangue
De meus ferimentos reabertos

Talvez eu não tenha me esforçado o suficiente
Talvez eu não tenha amado o suficiente
Talvez eu simplesmente nunca pudesse satisfaze-la

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cruel Vida

No início eram dezenas de promessas
Flores, beijos e romances
Sonhos e sorrisos

Ficava horas
A imaginar o futuro
E outras a construí-lo

Até tudo desmoronar
Como um castelo de cartas ao vento.
Fazendo com que
Tudo fosse em vão

Eu sabia que a vida
Não me permitiria tamanha felicidade
Tamanha realização

Ela apenas deixou que eu alcançasse a esperança
Que eu me enchesse de vida
Para então toma-la de meus braços a força
Enquanto ria de mim ao cair em prantos

Estarei eu destinado a viver assim?
sendo torturado pela vida
Aguentando calado o sofrimento
E vendo tudo que tento construir
Desmoronar aos meus pés?

Se há destino
Que fiz para merecer tal sina?

E se não há. 
Que curva errada fiz 
Na estrada da vida
Que me guiaste a tão vil caminho?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Dama Branca

Há luz em minha caverna
Decido então sair e procurar a sua origem

ao olhar para fora logo sou cegado pela luz
O brilho intenso ofusca minha visão
Mas assim que os olhos moldados a trevas acostumam-se
Eu a vejo
A bela lua bailando no céu noturno coberto de estrelas
Porém todas as estrelas
Nada são
Comparados a dama branca a cruzar o céu
Com sua superfície branca como leite.

Seu brilho é hipnotizante
Como olhos transbordando sedução
Chamando-me até eles
Sem notar ja sai da caverna e subo o morro mais alto que pude encontrar
E em seu topo tentei inutilmente alcança-la

Mas ela continua distante como sempre
Que tolo fui em pensar
Que com estas mãos a acariciaria
Que eu conheceria seus segredos mais íntimos
Quando na verdade nem chegar até ela consigo

Devaneios de um jovem sonhador
Que agora sonha com a lua ao dormir
E quando acordado fico perdido em meu próprio mundinho imaginando-a
todas as noites saio de minha prisão voluntaria
E subo o morro
Apenas para observa-la
Para contemplar sua beleza estonteante

Remoendo o fato de não poder alcança-la com minhas forças

Destinado a nunca ter
E para sempre ser apenas um contemplador

Um admirador nada secreto
A escrever poesias e canções sobre ela
Mesmo que ela nunca veja ou ouça.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A escuridão

Após tão longo tempo
Tão longo que já não lembro
O porquê ou como isso se iniciou

Após tanto tempo
Eu finalmente paro de correr
Estou cansado de fugir
Meu coração não mais aguenta

Olho para trás
E lá esta ela
A escuridão
A mesma a qual fugi durante anos

Eu finalmente entendo
Não há como fugir
Nunca houve
Achava que saindo do poço
E alcançando os céus
Ela me deixaria partir

Mas não
Ela me seguiu
E me trouxe de volta ao frio chão
Então fugi inutilmente
Tentando alcançar uma luz
Que estava alem do possível a mim
Que tolo fui

Estou deitado olhando para o céu
Enquanto as trevas lentamente me circundam
Aproveitando meus últimos momentos
A ver céu iluminado pela luz
Que tanto busquei

Agora eu finalmente entendo
Nunca houve fuga
Ela sempre saberia onde eu estaria
Pois ela sempre esteve próxima a mim
Em mim

Esteve sempre em meu coração
Circulando por minhas veias
E invadindo meus pensamentos

Agora abraço a escuridão
Que por anos temi
Mas agora é diferente

Seu silencio
Seu frio
Sua solidão
Agora me torno um só com ela

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amor Medroso


Já é tarde da noite
E eu aqui
A esperar pacientemente você

Esperando que você me responda
Querendo simplesmente a sua atenção

Quando nos falamos é como se o tempo se torna menor
Horas se tornam minutos
Minutos se tornam instantes
Nunca há tempo suficiente que me satisfaça

Apaixonei-me novamente
Porem desta vez
Reservo tudo apenas para mim
Nada te digo e nada direi

Meu doce querer secreto
Prefiro me manter quieto
Pois às vezes é melhor fechar is olhos
E sonhar que poderia existir algo
  Mantendo assim a rosa da esperança viva
 Que acordar e ver que a rosa morre
 Devido à impossibilidade

Serei apenas um admirador
Com um amor secreto

Continuo então por isso
A esperar sua resposta
Pois cada momento juntos
E cada conversa informal
são os momentos que me sinto bem

Quanto tempo terei eu de esperar
O seu “oi”?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Infancia


Me vejo a rever
As antigas fotos
Viagens, festas
Momentos

Momentos que agora fico a lembrar
Aqueles dias
Em que a vida era mais simples
Em que a depressão ainda não me dominava

Dias felizes
Quando aquele bobo sorriso no rosto
Ao brincar com os amigos
Era tão frequente quanto respirar

Como pude eu
Deixar morrer esta criança que havia em mim
Em que momento tudo aquilo acabou?

A criança morre
Para o adulto nascer
O que antes era simples
Se torna intrisicamente complicado
E o sorriso se torna cada vez mais escasso

Queria eu voltar ao passado
Resgatar aquelas lembranças
Vive-las uma vez mais
Quem me dera nunca ter crescido

O que diria aquela criança
Se visse aquilo que me tornei?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Duvidas Insanas



Ultimamente fico a pensar
No que foi de “nos”
Agora que tudo acabou
Eu tudo que restam
São lembranças
Lembranças que não consigo esquecer

Porque?
Por que ainda me pego pensando em ti?
Se já não mais esta aqui
Por que ainda sonho com seu rosto?
Por que ainda me lembro do seu cheiro doce?
Por que ainda me lembro do seu viciante beijo?
Por que ainda me lembro daquele seu toque suave
A tocar meu rosto?

Por que esse desejo não morre?
Um desejo ardente como uma fênix
Tento matá-lo
Mas ele sempre renasce das cinzas
Ainda mais forte
Por que não posso simplesmente te esquecer?

Tantas malditas perguntas
Tantas que já perdi a conta
E ainda não cheguei a nenhuma resposta
Nenhuma solução

As duvidas e os sentimentos dolorosos
Assassinam minha lucidez
Estou a beira do abismo da loucura
Enquanto beija-me a insanidade

Os sentimentos insanos
Adoecem minha mente
Deixando em fragmentos
A parede que separa a realidade
Do mundo dos sonhos

Tento me manter no mundo real
Mas o inconsciente viciado
Que manter-me no mundo dos sonhos
O único lugar onde ainda a possuo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Costumes



Tão rapido quanto começou
Rapido chegamos ao fim
E agora cá estou eu sozinho

Envolto em meus pensamentos
Tentando imaginar onde erramos
E o que poderiamos ter sido feito
Para remediar isso

Sinto saudades do nosso tempo
Dos nossos costumes
Das milhares de mensagens trocadas
Das longas chamadas durante a madrugada

Olho para meu telefone
Seu numero em minha cabeça
E meu coração me pedindo para que eu te ligue

Mas não sei se devo
Você ja esta em outra

Tento então me desapegar desses costumes
Mas ainda passo o dia 
Esperando suas mensagens que não virão
E não durmo a noite
Esperando que me ligue
Mas sei que não vai ligar

É dificil desapegar
Mas agora você esta em outra
E não vai voltar
Tudo que me resta então é superar