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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Declaração final


Por muitas luas
Fiquei calado
Apenas observando quieto
Você cometer seus erros

Vi você rir
Vi você chorar
E nunca abri minha boca
Para falar qualquer coisa sobre
Porém não mais

Não aguento ver mais isso
Devo agora tomar uma atitude
Largar as correntes de meu destino
Segurar a sua mão
E ajuda-la com seu caminho

Quero também pedir perdão
Me perdoe por nunca falar o que sentia
Me perdoe por fingir que nunca ligava
Para suas decisões

Eu sempre quis estar ao seu lado
Mas pelo medo
Fiquei sempre a sua periferia
Acompanhando
Aconselhando
Observando

Apenas uma coisa me falta
Deixara você
Que eu segure a sua mão

E caminhe ao seu lado?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Fugindo do Mundo

Quando estou cercado pelo desagradável
Ou olho aquilo que desejo
Saio deste mundo
E parto para o meu próprio

Um mundo de sonhos despertos
Onde realizo sonhos
Sou quem, o que e como quero
Não há medo
Um mundo de aventuras e prazeres
Meu mundinho imaginário
Que por muitas vezes vale mais a mim que o decrepito mundo comum a todos

Quem dera eu pudesse fazer o que faço em meu mundo
Ter o que eu lá tenho
Mas aqui é o mundo "real"
Um mundo triste
Pintado a nanquim
Cheio de dramas e nenhuma cor

Sempre que necessito de forças para manter-me em pé
Quando os ataques do mundo a mim são deveras dolorosos
Fecho-me em minha casco de imaginação
E lá fico

Fugindo da realidade
Uns podem considerar isto covardia
Mas os fracos não muito a fazer

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Dama Branca

Há luz em minha caverna
Decido então sair e procurar a sua origem

ao olhar para fora logo sou cegado pela luz
O brilho intenso ofusca minha visão
Mas assim que os olhos moldados a trevas acostumam-se
Eu a vejo
A bela lua bailando no céu noturno coberto de estrelas
Porém todas as estrelas
Nada são
Comparados a dama branca a cruzar o céu
Com sua superfície branca como leite.

Seu brilho é hipnotizante
Como olhos transbordando sedução
Chamando-me até eles
Sem notar ja sai da caverna e subo o morro mais alto que pude encontrar
E em seu topo tentei inutilmente alcança-la

Mas ela continua distante como sempre
Que tolo fui em pensar
Que com estas mãos a acariciaria
Que eu conheceria seus segredos mais íntimos
Quando na verdade nem chegar até ela consigo

Devaneios de um jovem sonhador
Que agora sonha com a lua ao dormir
E quando acordado fico perdido em meu próprio mundinho imaginando-a
todas as noites saio de minha prisão voluntaria
E subo o morro
Apenas para observa-la
Para contemplar sua beleza estonteante

Remoendo o fato de não poder alcança-la com minhas forças

Destinado a nunca ter
E para sempre ser apenas um contemplador

Um admirador nada secreto
A escrever poesias e canções sobre ela
Mesmo que ela nunca veja ou ouça.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Luz

Por que motivo
A vida fez-me encontrar-te ?
Já não bastou enviar-me de volta a caverna
Tens de agora trazer a luz até mim?

Agora não consigo remove-la de minha mente
Sempre que fecho meus olhos
Te vejo sorrindo para mim.
O ar parece incompleto e sufocante
Sem seu perfume
Ouço sua voz
Até mesmo no mais absoluto silêncio
E agora aqui fico sozinho 
A desejar a sua presença
Sua companhia

Você é tudo que mais desejo
A exata idéia de perfeição
Materializada no mundo físico
Sem a corrupção da matéria
Um sonho que se faz real

Porém algo entre nós
Ainda é apenas um pensamento
Uma realidade
Que só se faria em um milagre
Os quais
Já desacredito

Resumo-me então a apenas observa-la
A ser uma boa companhia quando estamos juntos
A faze-la rir como posso
Sempre sem falar o que penso.

Como se o pensamento de "nós"
Nunca houvesse sequer passado por minha mente
Mentira ou omissão?
Tanto faz
O que importa é sua presença
Que Mesmo que curta e dolorosa
Traz sorrisos sinceros a meu rosto marcado
E a minha alma estilhaçada

sábado, 5 de janeiro de 2013

A caverna da Escuridão

Vejo-me agora entrando nessa escura caverna
Sozinho
Desarmado
Desesperado

O mundo de luz não era feito para mim afinal
Sou uma criatura das trevas
Um semimorto entre os vivos

Vivi sua cruel vida
Experimentei seus dolorosos sentimentos
Desejei seus prazeres
E conheci seus medos

E tudo isso por uma falsa promessa de uma suposta "felicidade"

Volto-me então a meu mundo de origem
Volto para minha caverna escura
Não há nada ou ninguém nela
Não há sentimentos
Não há prazeres
E não ha medos
Nada alem da eterna apatia e frieza

A trilha é tortuosa
Acostumado à luz
Meus olhos a nada veem
Mas aos poucos o caminho me vem à memória

Olho para trás
A luz ainda me alcança
Como uma última chamada
De volta a seu mundo
Mas não

Nada mais me segurara neste mundo que não pertenço
Não quando o que importava em mim
Esta morta
Por ter vivido neste mundo de ilusões
Morta por suas próprias mãos
Então deixo lá os cacos de minha alma e meu coração
Embora eu saiba que ninguém nunca ira os juntar
Ou sequer
Perceber sua presença

Bem no fundo da caverna
Há um trono e uma coroa
O jogo agora mudou
Aquele que era o bobo da corte
Outrora um bardo sem nome
E outrora um escudeiro a sombra de seu mestre

Ele agora é soberano
Soberano de seu reino frio, vazio e estéril.
Coloco a coroa de corações partidos em minha cabeça
E sento no trono de lagrimas petrificadas

A saudade do mundo superior e de seus humanos ainda me dói
Mas logo isso morrera
Como tudo morre no interior da escuridão
Onde os vermes habitam

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amor Medroso


Já é tarde da noite
E eu aqui
A esperar pacientemente você

Esperando que você me responda
Querendo simplesmente a sua atenção

Quando nos falamos é como se o tempo se torna menor
Horas se tornam minutos
Minutos se tornam instantes
Nunca há tempo suficiente que me satisfaça

Apaixonei-me novamente
Porem desta vez
Reservo tudo apenas para mim
Nada te digo e nada direi

Meu doce querer secreto
Prefiro me manter quieto
Pois às vezes é melhor fechar is olhos
E sonhar que poderia existir algo
  Mantendo assim a rosa da esperança viva
 Que acordar e ver que a rosa morre
 Devido à impossibilidade

Serei apenas um admirador
Com um amor secreto

Continuo então por isso
A esperar sua resposta
Pois cada momento juntos
E cada conversa informal
são os momentos que me sinto bem

Quanto tempo terei eu de esperar
O seu “oi”?

sexta-feira, 16 de março de 2012

Torturas Do Coração


Não ter o que você quer
Pode ser ruim
Não ter o que você precisa
Pode ser incomodo

Mas não ter aquilo para si
E ter de conviver com isso
É tortura para alma e para o corpo

Como se o que desejas
Estivesse a um metro de você
Basta você levantar seu braço
E pega-la para si

Porem você esta acorrentado
Acorrentado por seus medos
Imobilizado
Pelas suas próprias limitações
Condenado a apenas ver aquilo sem nunca ter

Você sabe que aquilo nunca será seu
Sabe que nunca poderá ter aquilo
Mas não consegue parar de olhar
De sonhar com aquilo
De desejá-la

Uma cruel tortura mental
Que às vezes causa mais dor
Que aquelas que decepam minha carne
E destroem meus ossos

Cada segundo que se passa
Cada misero segundo
Transforma-se em uma eternidade
O tempo segue-se lenta e dolorosamente

A dor da tortura é múltipla
Há a incomoda sensação de imobilidade
Há o peso das correntes
E a tristeza de estar a apenas um passo
Daquilo que tanto desejas
Que você quer
Que você precisa
E nunca finalmente chegar nela

Tudo se soma
E o produto desta soma infernal
Atingindo minha mente, meu corpo e meu coração
Atravessando-os e atingindo a minha fraca alma

Que a vida pare com esses cruéis jogos
E me deixe chegar ao meu objetivo
Ou que me mate logo
Pois é preferível morrer
A viver em tortura

Coragem


Coragem na vida
Coragem nas lutas
Coragem no amor

O que afinal é a coragem?
O que é esse valor humano tão prezado?
Será que realmente vale tanto assim

Eu não sei
Tudo que sei
É que eu a tenho
E ao mesmo tempo
Não tenho

Tenho a coragem
De ir atrás dos meus sonhos
Por mais loucos que sejam
De morrer por eles e por meus ideais
E de viver sabendo que tudo o que sei
De nada vale
E de nada eu sei realmente

Porem

Falta-me a coragem
De dizer o que sinto e o que penso
De falar o que quero a quem quero
De fazer certas coisas em determinados momentos

Uma estranha contradição
Essa sensação de ser forte
E ter pontos fracos tão aparentes

Fico a pensar sempre
No que fiz
No que poderia ter feito
E no que eu DEVERIA ter feito

Não há palavras de incentivo
Por mais poderosas que sejam
Que possam me curar deste mal

Ao estar naquela situação
O desespero vem à mente
E o medo toma conta do meu ser


Toda alto-estima e autoconfiança previamente adquiridas
Abandonam-me
E fico sozinho
Com a fonte do meu medo a minha frente

Restam-me apenas três alternativas
Fugir dessa situação e viver me escondendo dela
Fingir coragem e viver na mentira
Ou enfrentar meus medos

Mas de onde me viria à coragem para isso
Se quando estou nessa situação
Travo
E tento não pensar no que realmente quero dizer ou fazer

Eu assim como todos nos
Tenho medo das reações
Embora que a palavra não dita
E ação não feita me mate
As reações podem ser ainda mais dolorosas e perigosas

Então fico calado
Vivendo me escondendo pelo medo
Mas quem sabe um dia
A coragem me venha

domingo, 17 de outubro de 2010

Timidez


Minha vida sempre foi cheia
De fracassos
E de falsas alegrias

Porém quando te vi pela primeira vez
Senti uma sensação diferente
Das outras q costumo sentir

Senti a sua timidez em relação a mim
Quando antes só havia sentido desprezo
Sentia sua vergonha em relação ao momento
E não imaginava o porquê dela

Porém não a tive naquele momento
Pois eu mesmo
Estava com tanta timidez quanto você

Logo após observar sua partida
Senti remorso
E ódio da minha timidez

Fiquei imaginando
Milhares de situações,
Em q cada uma dizia a ti meus sentimentos
De um modo diferente

Passei dias pensando na sua imagem
E triste por pensar que nunca mais te veria
Passei a me odiar
Por não ter aproveitado a chance
De me entregar a você
Quando pude

Mas com sorte
Pude novamente te encontrar
Agora ainda assim
Não consigo expressar o que sinto

Você foi à única diferente
Você é a que quero para mim
E é a você a quem desejo me entregar

Quero gritar para o mundo
Para que todos saibam
Principalmente você
Que:
Eu te amo.